Essa é a Alimentação Correta para o seu Pequeno [De acordo com a faixa etária]

A alimentação correta é uma das principais chaves para um desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes. Conheça as recomendações alimentares.

A alimentação é uma das mais importantes atividades que fazemos ao longo da vida. A ela dedicamos tempo, e é graças a ela que nos mantemos saudáveis, assim como por descuidá-la podemos ficar doentes.

Quando adulto, cada pessoa geralmente faz-se responsável por tudo aquilo que come; no entanto, enquanto crianças a responsabilidade por isso é, obviamente, dos pais ou, na ausência deles, de algum outro responsável.

Da alimentação adequada depende o crescimento das crianças, e é muito importante que a nutrição infantil seja tratada cuidadosamente.

Na atualidade, países como os Estados Unidos, por exemplo, já sofrem com uma alta no número de crianças e adolescentes que sofrem com a obesidade.

Geralmente, o estilo de vida e os hábitos alimentares dessas populações são os principais responsáveis pelo surgimento precoce de doenças cardíacas, entre outras. O Brasil não fica muito atrás.

Vamos descobrir juntos a alimentação correta de acordo com a faixa etária dos pequenos, e a importância de combinar bem a comida:

Alimentação para cada faixa etária

0 a 6 meses

  • O leite materno continua sendo o melhor alimento. Até os seis meses esse deve ser o único alimento, segundo a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria.
  • Fique atento (a) às recomendações prescritas pelo profissional de saúde que cuida da criança, e siga as indicações que ele prescreve acerca da alimentação.

Veja os principais benefícios do leite materno: 

1. Evita infecções

Graças aos anticorpos e células de defesa, que a criança recebe pelo aleitamento materno diminui o risco de infecções que atingem o sistema respiratório, como a asma e a pneumonia; o sistema digestivo; e infecções nos ouvidos.

2. Proteção contra os efeitos da poluição

Uma pesquisa da Universidade do País Basco, Espanha, encontrou que os bebês amamentados por no mínimo 4 meses não sofreram danos no sistema motor e comportamental, causados por poluentes.

3. Protege o coração

Segundo estudos realizados por pesquisadores da Universidade de Granada, na Espanha, o leite materno também produz benefícios no sistema cardiovascular da mãe e da criança.

4. Desenvolvimento do sistema nervoso

Uma substância chamada DHA, presente no leite materno, participa da formação de células do sistema nervoso, e ajuda na conexão entre elas.

5. Déficit de atenção

Segundo pesquisadores de Israel, que trabalham na Universidade de Tel-Aviv e no Centro Médico Rabin, poderia haver uma relação entre a amamentação e menos possibilidades de déficit de atenção.

6. Aumenta o vínculo entre mãe e filho

Além dos benefícios físicos, a amamentação também ajuda no fortalecimento do vínculo entre mãe e filho.

A partir dos 6 meses

  • Depois da primeira fase, cuja alimentação se dá por meio do aleitamento materno, os bebês, a partir do sexto mês, já podem experimentar outros alimentos.
  • Para essa etapa do desenvolvimento da criança, alimentos como verduras, legumes, papinhas de frutas e carnes podem começar a ser introduzidas. É o momento de a alimentação ganhar uma variação de sabores e cores.
  • Com a introdução gradual de novos alimentos, também é importante oferecer água para a criança.
  • A partir dos oito meses, a criança já começa a conseguir segurar com as próprias mãos alimentos como verduras e frutas; esse é o momento dos pais incentivarem a criança.

De 1 a 6 anos

alimentação correta
  • Ao completar um ano de vida, a criança já pode começar a comer a mesma comida da família. Nesse momento, ela também já deve começar a habituar-se às três refeições principais: café da manhã, almoço e jantar.
  • Entre os intervalos das refeições principais, a criança deve alimentar-se de pequenos lanches.

Para esta fase, temos algumas dicas para a mamãe e o papai que podem ser muito úteis: 

  1. A criança deve começar a se acostumar com horários pré-determinados para as refeições principais e para os lances.
  1. Não tente forçar a criança a comer, nem faça chantagens. Pouco a pouco ela deve entender a importância de comer bem.
  1. Se a criança não comer direito, evita oferecer lanches ou outro tipo de substituição.
  1. Embora possa querer comer em frente à televisão ou fazendo alguma outra coisa, a recomendação é que a criança saiba desde nova a importância de ter um espaço e momento tranquilos para a alimentação.
  1. Também nesta etapa, acostume-se a servir pouca quantidade de comida; depois que a criança terminar, ofereça a repetição se ela ainda estiver com fome.
  2. Limite ao máximo o consumo de açúcar, sal e gorduras. Lembre-se do risco de que a criança desenvolva obesidade infantil, o que poderia gerar problemas inclusive a longo prazo.

A criatividade na cozinha pode ajudar muito, prefira, por exemplo, sobremesas preparadas em casa e com menos açúcar. 

De 6 a 11 anos

  • A partir dos seis anos é normal que a criança se movimente mais, pratique atividades físicas, por isso, tenha um maior gasto de calorias.
  • Com isso, surge também a necessidade de aumentar a quantidade de comida servida no prato. Mas atenção! Não se trata apenas de comer mais, mas de uma alimentação correta.
  • Frutas, legumes e verduras continuam sendo melhores que fast-food; e sucos naturais, em vez de refrigerantes e outros alimentos com excesso de sódio e de açúcar. Uma boa dica, é a preparação de pratos que misturam verduras e frango, por exemplo.
  •  A partir dos sete anos, a criança já pode começar a aprender com maior facilidade o uso dos talheres para comer a própria comida.
  • Junto a uma alimentação balanceada, a realização regular de exercícios físicos ajudará no desenvolvimento saudável da criança.

De 12 a 18 anos

  • Na fase da adolescência, o corpo passa por uma série de mudanças, e uma alimentação correta será fundamental para o desenvolvimento do adolescente.
  • Um dos problemas comuns na alimentação dos adolescentes – e que recomendamos que se evite esse costume já na infância – é o consumo excessivo de alimentos altamente calóricos, ricos em sódio e açúcar.

Vamos à prática

Uma alimentação balanceada na infância e adolescência, pode fortalecer o desenvolvimento de uma criança e oferecer benefícios que serão vistos ainda na idade adulta.

No entanto, sabemos que países como o Brasil ainda sofrem com a desnutrição infantil e com a fome.

Por isso é tão importante que a população se conscientize sobre esse tema e cobre das autoridades programas de governo eficazes para a erradicação da desnutrição e da fome, e que propiciem uma alimentação correta a todos.

Além disso, cada um também pode ajudar apoiando campanhas de doação de alimentos e de acompanhamento médico a crianças e adolescentes carentes.

A solidariedade e a empatia em primeiro lugar!

Conclusão

O famoso versículo bíblico diz: “Diga-me com quem andas e eu te direi quem és”.

Quando falamos da alimentação, poderíamos parafrasear o texto sagrado: “Diga-me o que comes e direi como vives”.

Uma alimentação correta é a chave para o desenvolvimento saudável das crianças e adolescentes, por isso é tão importante saber como alimentar cada criança de acordo com a sua faixa etária.

A partir da infância, uma alimentação balanceada e acompanhada de exercícios físicos ajuda, e muito, na construção de um futuro saudável.

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